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Oliveira e Costa e o BPN

Texto de Edmundo Gonçalves

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Finalmente, ao fim de um ror de anos, lá se chegou ao fim (faltam ainda os recursos, é certo) desta grande tragédia. Basicamente, o que se passou foi que um grupo de amigos se juntou para gamar uns milhares de milhões a uns incautos e grande parte deles passou incólume entre os pingos da chuva, encolhendo as gordas panças, não fosse algum deles, pingos, ferir-lhes o sacro bandulho. O cabecilha daquilo tudo, ou melhor, o testa-de-ferro daquilo tudo, um senhor gágá que já foi ministro deste País e até foi um gajo importante no Banco Europeu de Investimentos (BEI), foi o que apanhou a cacetada maior, no julgamento ora terminado, catorze anos de prisão efectiva. Não fosse o tipo ter 82 anos e era um belo negócio, querem ver? Aquele regabofe terá custado cerca de oito mil milhões aos contribuintes. Dividam lá isso por 14 e digam-me lá se por cerca de quinhentos e setenta e um milhões de euros ao ano, se importavam de ir ver o sol aos quadradinhos? Bom, não esquecendo que cumpridos 2/3 da pena, ou coisa que o valha, sairiam em liberdade e com a dívida paga. Digam-me lá se não foi um negócio do camândro?

“Aquela massa toda não foi só p’ra ele” dizem-me vocês. Pois não, mas o que ele passou para nome da mulher antes de se divorciar e que estará a bom recato num off-shore qualquer, deve ser uma bela maquia. Bom, isto se o senhor cumprir pena, já que está doente e com o tempo que os recursos vão consumir, ainda bate a bota antes de ir dentro. Bom, para os mais sensíveis com este tom de conversa, quero lembrar-lhes que foi graças a gajos como este que não sou aumentado desde 2006 e com a agravante de durante uns anos me terem ainda reduzido o ordenado e aumentado os impostos.

O que mais desejo é que se cure, mesmo! E que pelo menos por um dia vá para o xelindró. Puta que o pariu!

Às sextas com os Tachos...do Ribatejo!

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 Receita de Edmundo Gonçalves

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Sável frito com Açorda de Ovas

E agora, comidas e buídas.

Seria também fácil pespegar aqui uma receita e dar de frosques. Mais uma vez não é por aí que vou (vamos); antes, vamos fazer uma viagem aos sabores do Ribatejo, a minha terra, e saborear o peixe do rio, as ervas das ribeiras, os frutos dos valados, uma miscelânea de sabores e cheiros de inebriar. Vamos então começar a viagem!

Comecemos pelo pão e pelo peixe e nada melhor que uma açorda, uma das muitas formas de usar o pão seco um pouco antes de o deixar ganhar bolor e mandar para o galinheiro, onde servia para alimentar os bicos que haveriam de dar uma boa canja em dias festivos ou nalguma doença, e pelo sável, um peixe que escasseia cada vez mais no rio Tejo, infelizmente. Será feito mais ou menos assim:

Ingredientes

1 sável grande, de preferência com ovas (entre 800 gramas e 1 quilo)

 2 pães de trigo (de meio quilo)

Sumo de 0,5 limão

Azeite (cerca de meio litro, para a açorada e para a fritura do peixe), alho, louro, coentros, sal e piripiri

Preparação

Limpar bem o peixe, cortar a cabeça e cortar o resto do corpo em postas finas, e reservar

Cozer em água com sal, louro e um fio de azeite, a cabeça e as ovas do peixe

Partir o pão em pedaços, colocar num recipiente fundo e juntar a água da cozedura. Deixar repousar um pouco para o pão ficar completamente embebido e escorrer depois um pouco. À parte aquecer bem o azeite com os alhos picados e  deitar sobre o pão. Mexer bem para envolver todos os ingredientes. De seguida esfarelar a ova cozida e mexer novamente para envolver no pão. Levar ao lume e regar com o sumo de limão, coentros picados e o piripiri e mexer até obter uma massa uniforme.  Numa frigideira, fritar o peixe depois de salgado e passado por farinha. Servir o peixe numa travessa, sobre alface e a açorda num prato de barro vermelho.

Sugiro o vinho branco ribatejano Quinta do Casal Branco para acompanhar a refeição. 

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Vamos falar de massa...

 

 

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A pessoa que é viciada em Noodles (como eu), só pode acordar bem-disposta com esta novidade. A Milaneza decidiu falicitar ainda mais a vida de quem cozinha e que por vezes recorre aos Noodles como forma tornar a confecção de uma alimentação super saborosa em muito pouco tempo. E se o proceso já não era demorado, agora vai passar a ser muito rápido. Tudo porque os novos noodles podem agora passar do pacote para a Wok, directo e sem pré-cozedura, deixando mais tempo para a imaginação dos portugueses. E há mais...à gama étnica “Wok” foi adicionada uma gamatrendy e urbana, com todo o sabor característico da marca. E tudo isto sem ignorar a importância de uma vida saudável que, através destes sabores, vão transportar-nos para outros ingredientes e sabores do mundo. Promovendo a junção de legumes, leguminosas, carne, peixe ou marisco, por ser confecionada no Wok, esta massa é muito saborosa e naturalmente mais saudável uma vez que, na sua preparação, utiliza menos gordura, dando preferência a mais ingredientes frescos e menos sal.

 

Os novos Noodles Milaneza Wok foram criados a pensar num público essencialmente adulto e urbano com um ritmo de vida ativo e que procura soluções de refeição rápidas, saborosas, saudáveis e com qualidade. “Com este novo lançamento a Milaneza dá continuidade ao seu compromisso de proporcionar aos consumidores hábitos alimentares saudáveis e equilibrados, adaptando-os à realidade do dia-a-dia e às novas tendências do consumidor atual. Assim, os novos Noodles Milaneza Wok vêm reforçar, mais uma vez, a capacidade inovadora da marca em oferecer aos portugueses novas opções de refeição à base de massa, muito saborosas e ainda mais saudáveis, permitindo a associação, durante a confeção, de vegetais e legumes”, refere João Paulo Rocha, Diretor de Marketing da Cerealis.

Então, em resumo, importa saber que estes novos noodles são de facto muito muito simples e rápidos de confecionar. Os Noodles Milaneza Wok necessitam apenas de 6 minutos de cozedura diretamente no Wok (não necessitam de pré-cozedura)  E a receita é simples: aqueça o azeite no Wok, junte os seus ingredientes frescos favoritos e deixe cozinhar. Adicione os Noodles diretamente do pacote para oWok, acrescente água a ferver numa proporção de 180ml de água (um copo de água pequeno) por um bloco de noodles, deixe repousar, e cozinhe durante 6 minutos, mexendo frequentemente. No final, basta verificar os temperos, retirar do lume e deliciar-se.

A campanha de TV da Milaneza Wok vai para “o ar” hoje e estará “live” até dia 15 de junho. A comunicação da gama estender-se-á também às redes nacionais de outdoor (de 31 de maio a 6 de junho), ações de ponto de venda e divulgação no digital. Esta será uma comunicação com especial destaque para os novos Noodles. A marca vai ainda lançar um passatempo na sua página de Facebook: “Wokmania”.

Para que se saiba...

A gama Milaneza Wok foi distinguida na 7ª edição do Food & Nutrition Awards, na Categoria de Produto Inovação, um prémio que reconhece a inovação das empresas nacionais do setor agroalimentar que promovem estilos de vida e hábitos alimentares saudáveis. Esta gama foi ainda selecionada para integrar o restrito núcleo de produtos inovadores doSIAL Innovation Selection 2016, em Paris.

As massas Milaneza são 100% naturais, produzidas a partir de sêmola de trigo duro e de água, fatores que as tornam num produto de qualidade superior. As massas alimentícias são adequadas à alimentação de praticamente todas as pessoas, idades e também dos desportistas, uma vez que são ricas em diversos nutrientes essenciais ao bom funcionamento do organismo e porque apresentam um baixo teor de gordura, colesterol e sal.

 

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Podem ver o anúncio de TV clicando aqui.

 

"Não é você: é a sua tiroide"

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No contexto da 9ª edição da Semana Internacional da Tiroide, que termina a 28 de Maio, está a decorrer uma campanha global de sensibilização apoiada no slogan "Não é você: é a sua tiroide". O objectivo é naturalmente chamar a atenção para este distúrbio que pode afectar drasticamente a saúde física e psicológica das mulheres. É importante perceber que existem muitas semelhanças entre os sintomas desta patologia e os efeitos negativos inerentes a um estilo de vida acelerado. Por isso, convém não ignorar os sinais transmitidos pelo nosso organismo e tentar perceber se a causa subjacente dos mesmos é ou não a tiroide. 

Um inquérito internacional, apoiado pela Merck (uma das empresas líder em produtos farmacêuticos) e pela Federação Internacional da Tiroide (TFI), revelou que muitas mulheres atribuem a si mesmas a culpa por alterações de peso, irritabilidade, ansiedade, insónias, fadiga, cansaço excessivo, falta de concentração, falta de energia, fraca memória, depressão, intolerância ao frio ou calor, cabelo e unhas fracos e quebradiços, pele seca, escamosa e pálida, períodos menstruais anormais ou até mesmo dificuldade em engravidar. E se por um lado não é uma verdade absoluta que o conjunto destes sintomas possa "esconder" um distúrbio na tiroide, convém que o diagnóstico médico não seja adiado. E tudo se resume a um simples exame de sangue que ajuda a verificar se a glândula tiroideia está ou não a funcionar normalmente. 

Para quem reside na zona norte do país, fiquem a saber que amanhã, dia 25 de Maio, em que se celebra também o Dia Mundial da Tiroide, entre as 10:00 e as 14:00 serão realizados rastreios gratuitos, a par de uma acção de sensibilização, destinados à população em geral, na Praça Central do Norteshopping.

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O Manel Faia

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Texto de Edmundo Gonçalves

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O Manel Faia era prefeito (ou perfeito, há quem utilize também esta terminologia, na altura o equivalente a contínuo, hoje auxiliar de educação) no antigo Colégio Nun’Álvares. Consta que era bruto que nem umas casas e distribuía chapada a torto e a direito pela rapaziada que não cumpria as orientações, rígidas, da “casa”.

Eu conheci o Faia através do meu pai. O Manel era um homem grande, muito grande, como dizíamos, cada mão “era uma certidão de óbito”, mas fora do colégio era um paz de alma, era um homem de muito bom trato e sobretudo um enorme aficionado. Foi dele o pontapé de saída para a formação do grupo de forcados amadores do Colégio Nun’Álvares, donde saíram forcados de enorme valor, tendo sido seu cabo e um enorme forcado (bem como o seu irmão João), depois de ter estado também na fundação dos Amadores de Tomar e tendo como um dos pontos altos da carreira, como cabo dos Amadores de Riachos, a despedida de Manuel dos Santos, um enorme matador de toiros, no Campo Pequeno, em 1953. Um pequeno aparte para o tratamento dado a cada um dos elementos dos grupos de forcados, aqui no cartaz do evento, exemplificando deste modo que, à época, Portugal era mesmo só Lisboa e o resto era mesmo apenas paisagem.

Na qualidade de grande aficionado, foi empresário de várias praças de touros um pouco por todo o País, já no início da década de setenta. Como não tinha nem carro, nem carta de condução, o carro de serviço do Faia era o táxi do meu pai. E durante alguns anos, quando podia, eu acompanhava-os às corridas, às tentas, à escolha dos curros quase sempre na herdade do António Barbeiro e frequentei as casas de algumas figuras do toureio apeado e a cavalo da segunda metade do século passado. Assisti ao “nascimento” de João Moura e de Rui Salvador, entre outros, o primeiro precisamente um mês mais velho que eu e passei belas tardes na herdade do José João Zoio, já falecido.

O mundo dos touros era (hoje não sei, confesso) muito, digamos, escorregadio. Havia algumas dificuldades em montar cartéis, havia os compromissos, o pagamento de favores, a cobrança de amizades, algumas vigarices menores, mas no final aquilo acabava tudo bem, mesmo que a bilheteira não tivesse dado para a despesa. Sendo um mundo como disse, escorregadio, era também um mundo muito solidário e de compromisso: Hoje dou-te eu, amanhã dás-me tu, se eu precisar, assim: “Hoje a bilheteira só deu isto, tem que dar p’ra todos”. E dava! A maior parte das praças não tinha um local onde os protagonistas de “duas patas” se preparassem para as corridas, para vestirem os trajes de festa e calçarem aquelas sapatilhas um pouco, bom, fiquemos por aqui… E então a alguns apanhávamo-los pelo caminho, à porta de casa ou num qualquer café e eles lá seguiam para a praça, devidamente paramentados. Dei por mim a pensar várias vezes que aquela malta parecia que ia para um baile de máscaras.

Depois da função, inevitável era o jantar. O Faia não gostava muito de misturas, nesses dias era ele, o meu pai e eu, à mesa. Quando dava, a paragem era em Almeirim, ali numa transversal à Rua José Relvas, onde o Faia tinha um rabo de saia, ou pelo menos era o que todos diziam, eu não sei bem se era mesmo assim, mas pelas vezes que lá parávamos… ‘Tá bem, comia-se bem, mas havia mais restaurantes, ‘né?

Apesar de alguns “cagaços” que aquela malta me fez passar (uma tarde em cima de uma oliveira, com os bichos ali mesmo em baixo foi uma delas), acreditem que uma vez dentro, o bichinho nunca mais sai. Foi ele o culpado pela minha afición, foi com ele que aprendi a gostar dos toiros e da festa e foi também com ele que a festa viveu os seus anos de ouro em Tomar.

O óleo que está a fazer sucesso no mundo inteiro!

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A convite da Bio-Oil® fui conhecer o novo formato do produto, disponível agora em 200 ml, num evento que teve lugar no belíssimo cenário da Casa do Lago, na Estufa Fria, em Lisboa. Um fim de tarde muito bem passado onde nos foi proposto o desafio de aprender a fazer com a empresa Saudade de Flores, um arranjo floral com algumas das flores que fazem parte da composição do produto (camomila, lavenda, alecrim, calêndula, entre outras). 

Confesso que ainda não conhecia o Bio-Oil® mas como tenho algumas manchas na pele provocadas pelo sol, decidi começar logo a usar no próprio dia. Ainda é obviamente cedo para dar-vos a minha opinião sobre o produto até porque, por aquilo que me foi dito, a verdadeira mudança sentir-se-á mais ou menos ao fim de um mês de utilização. Por isso, voltamos a falar sobre o tema daqui a umas semanas. Para já, agrada-me imenso o cheirinho deste óleo e o facto de deixar a pele verdadeiramente suave após duas ou três aplicações. Essa é a principal mudança que noto até agora. Quanto às manchas, e tendo em conta que o Bio-Oil® ganhou 332 prémios de cuidados para a pele e tornou-se o N.º1 de vendas em produtos para cicatrizes e estrias em 24 países desde o seu lançamento global, em 2002, deposito grande esperança de que vá efectivamente surtir um efeito notório na pele.  

Mas afinal, o que é o Bio-Oil® e para que serve?

Trata-se de um produto de cuidado especializado, recomendado por especialistas, para ajudar a melhorar a aparência de cicatrizes, estrias, tons de pele irregulares, peles desidratadas ou envelhecidas. A grande novidade é que contém um ingrediente revolucionário, o PurCellin Oil, que reduz a densidade do produto facilitando a sua absorção. Os ingredientes principais de actuação na pele são as vitaminas A e E e os óleos vegetais naturais de Calêndula, Lavanda, Alecrim e Camomila. Pode ser usado no rosto e corpo.  Se pretenderem começar já a experimentar, o Bio-Oil® está à venda em farmácias e espaços de saúde ao preço recomendado de €12,49 no formato de 60 ml, €20,49 no formato de 125 ml e €29,99 no formato de 200 ml. Tendo em conta que é um produto que pode, e deve, ser usado também no corpo, o novo formato de 200 ml é bastante mais compensatório se tivermos em conta a relação preço/quantidade. 

 

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Às sextas com os Tachos

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Receita de Edmundo Gonçalves

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Coelho à Caçador

 

Bom, eu podia colocar aqui a receita original, que consiste em saltar da cama de madrugada, pegar numa caçadeira, matar o bicho e lá para as onze da manhã fazer uma fogueira (seria Outubro/Novembro não haveria inconveniente legal), abrir o láparo cortando a pele no sentido longitudinal, separando-a da carne deixando-a “pegada” nas patas traseiras e dianteiras, abrir-lhe a barriga e retirar-lhe as vísceras e depois, aproveitando apenas o fígado (e os rins, para quem gostasse), encher-lhe o bandulho com as iscas, uns pedaços de toucinho alto, umas rodelas de chouriço e um pouco de sal, pimenta e todas as ervas aromáticas que encontre por ali à mão e com um fio cozer-lhe a “operação”, na carne e na pele e depois de bem fechados ambos os golpes, afastar o lume, abrir um buraco na terra, mandar lá pra dentro o bicho, cobrir com mais um pouco de terra e cobrir ainda com a fogueira, deixando-a actuar durante mais ou menos uma hora, até retirar tudo e degustar o petisco, retirada que foi a pele por completo e aberta a costura no bicho, deixando libertar todos os aromas. Mas não, vamos fazer a coisa mais simples:

INGREDIENTES:

1 coelho médio

4 dentes de alho

1 cebola pequena

1 tomate maduro

1 pimento vermelho

1dl de azeite

1l de vinho tinto

Sal, pimenta, piri-piri, louro, noz moscada e tomilho

 

PREPARAÇÃO:

Cortar o coelho em pedaços pequenos;

Picar a cebola, esmagar os alhos, pelar e picar o tomate e retirar as sementes e cortar o pimento em tiras. Juntar os condimentos e o azeite e deixar refogar um pouco em lume brando. Juntar o coelho e o vinho tinto e deixar cozinhar durante cerca de uma hora em lume brando, sem deixar de ferver. 

Estando tenro e cozinhado, colocar num tabuleiro e levar ao forno para corar e reduzir o molho. Retirar quando estiver com aspecto de assado. No processo pode utilizar batata cortada em quadrados pequenos que seguem todos os passos, ou em alternativa pode ser servido com batata frita e salada de alface.

Deve acompanhar com um tinto, sempre. Para este prato sugiro um Piteira da talha, alentejano de Alqueva. Vai que nem ginjas!

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Duas mil crianças de Tomar recriam Descobrimentos

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Graças às deliciosas memórias sobre Tomar que o Edmundo Gonçalves tem partilhado connosco aqui no blog, tem existido uma interacção muito grande com as pessoas desta cidade. Por isso, é com todo o gosto que vou divulgando algumas novidades sobre o que por lá se vai passa a nível de eventos. 

E fiquem a saber que o próximo acontece já a 1 de Junho, Dia Mundial da Criança, o dia em que Tomar vai promover um cortejo alusivo aos Descobrimentos, nos Paços do Concelho, com a participação de (imaginem) duas mil crianças. D. Duarte Nuno de Bragança e D. Isabel de Herédia já confirmaram a presença no desfile que acontece a partir das 10h30.  Tomar, Berço dos Descobrimentos é uma iniciativa do Município de Tomar, numa associação com as escolas e a comunidade local, com o objectivo claro de destacar o papel de Tomar e da Ordem de Cristo na epopeia das Descobertas.

O Atlântico desconhecido para lá do Bojador, as caravelas do Infante D. Henrique apoiado na Ordem de Cristo, Diogo Cão e as viagens de exploração da costa ocidental africana, o Cabo da Boa Esperança e o Adamastor, Índia, Brasil e Macau são alguns dos temas representados neste mega cortejo. As duas mil crianças, com idades compreendidas entre os 3 e os 10 anos vão desfilar com máscaras e fantasias que caracterizam os diversos povos, bem como a fauna dos oceanos e dos continentes representados. Não vão faltar também carros alegóricos e música ao vivo num espectáculo que terá a duração de duas horas.

Além do cortejo, Tomar, Berço dos Descobrimentos inclui ainda, a partir das 15h00, a regata Vai de Vela no Nabão, com barcos miniatura criados por alunos do 2.º Ciclo, que farão um percurso entre a ponte do Mouchão e a Levada. Estes barcos serão premiados pela criatividade e a capacidade de recriação das embarcações dos Descobrimentos.  

 Parece-me que não faltam argumentos para dar um saltinho até Tomar neste dia...

 

Negócio da China

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Texto de Edmundo Gonçalves

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Em 2011, o Álvaro, o Portas, o Gaspar e o Coelho decidiram vender aos chineses a sua (nossa, de Portugal) posição na EDP. Sempre achei um mau negócio, não por ser uma sumidade em gestão, mas por ser um gajo que sabe observar o que se passa à sua volta e perceber que a malta tem que ter electricidade em casa e se não a pagar, ‘tá feito. Portanto sempre considerei o Mexia, outro dos implicados na golpada, um gestor de treta, porque, desculpem a imodéstia, na EDP qualquer cabeçudo é gestor.

Bom, dizia eu que achei um mau negócio, mas o distinto governo da Nação, talvez cumprindo ordens emanadas de outros fóruns, avançou com a coisa, com pompa e circunstância, com direito até a champanhe, se os meus amigos bem se lembram.

Sai agora no “Jornal de Negócios” uma notícia encantadora. Por estes dias a EDP começa a distribuir os dividendos pelos seus accionistas, referentes ao ano de 2016. Nesta notícia, encantadora repito, fica a saber-se que em cinco anos os chineses das “Três Gargantas” levam de dividendos cerca 870 Milhões de Euros p’ra casa, o que quer dizer que em década e meia vão “safar” o investimento de 2,7 Mil Milhões € feito em 2011 e a partir daí é apenas “empochar”. Vocês estão a pensar o mesmo que eu, não estão? Esse graveto todo poderia ser nosso. Mas depois, como é que o Mexia ganhava cin-co-mil-e-qui-nhen-tos-eu-ros por dia durante o ano que passou?

Ah, pois é!

Os manos Cardoso

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Texto de Edmundo Gonçalves

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Fotógrafos ambos. O Henrique começou primeiro, com a Foto Nabão, sendo que o Augusto, seu aprendiz logo que deslindou os segredos da câmara escura, se estabeleceu por conta própria também, com a Foto A. Cardoso, já encerrada, cujo último domicílio ficava na Rua Direita da Várzea Pequena (Silva Magalhães). A Foto Nabão ficava na Rua Direita da Várzea Grande (Infantaria 15) e continuou aberta ao público até ao final do ano passado, explorada pelo filho, o Fernando Zé, meu parceiro na escola e que revi há relativamente pouco tempo. Atenta a informação lida na CS, encerrou actividade a 31 de Dezembro. Sinal dos tempos, eventual e infelizmente.

Os manos Cardoso, o Henrique e o Augusto, eram duas figuras. Pela sua postura, pela sua amizade, pela sua cumplicidade, talvez porque tivessem um “feitio” tão divergente. O Augusto mais ponderado, mais calculista, o Henrique muito mais extrovertido, agindo por impulso quase sempre. Ambos davam largas a um dos seus vícios todos os dias, religiosamente de segunda a sexta à hora de almoço, no salão de bilhares do Paraíso, fazendo a vida negra aos que os defrontavam (porque ambos, cada um com o seu estilo que era o espelho da sua forma de ser, jogavam muito bem ao snooker-pool) e ao Raúl, o empregado de mesa que tinha paciência de santo não só para eles, como para nós miúdos, que ali estávamos impreterivelmente à uma e meia da tarde para assistir ao espectáculo das tabelas secas do Henrique e dos “snoocanços” do Augusto e ali continuávamos depois das três, a tentar imitar as suas performances.

O salão do Paraíso era a meca do bilhar e do snooker (pool). O Restauração, aberto pelo Zé no final dos anos cinquenta quando saiu do Paraíso, tinha um salão muito maior, com mesas grandes, onde se jogava o verdadeiro snooker,  mas era quase exclusivamente frequentado por estudantes. O Paraíso tinha outro “cheiro”, era mais intimista e tinha para além das mesas, um reservado onde se jogava mahjong. Toda a gente sabia, mas escondia-se que as fichas tinham efectivamente um valor facial, baixo, mas era dinheiro à séria. Longas horas e muitas imperiais e tostas mistas estão no currículo, naquele local.

Para se aquilatar do “vício” por aquelas partidas da hora de almoço, certa vez ambos, aficionados até ao tutano, foram num Domingo assistir a uma noturna a Badajoz, com touros de morte que é o que os que gostam da Festa querem ver. Aquelas alminhas dormiram “a correr”, para não faltarem à partida do dia seguinte, que tinha ficado suspensa na sexta-feira anterior. É que de Badajoz a Tomar, naquela altura, a estrada era uma dor de alma. 

Ambos falecidos, o Augusto no ano passado com oitenta anos, a idade do meu pai, sem saberem foram parte importante da minha formação. Pelas horas que passei a vê-los jogar e a forma como viviam a sua vida. E para quem não teve irmãos, era cá uma inveja quando o Henrique dizia “mano, dá aí uma tabela seca à nove”, sempre audaz e o Augusto respondia “não sejas parvo, mano, encosto mazé a branca à oito e snooko o gajo”, cauteloso como sempre…

Chapeaux!

Nota: Quanto ao meu amigo Fernando Zé, fotógrafo oficial e oficioso do meu casamento, está todo “branco”, tadinho, como podem ver aqui, no que descobri numa pesquisa rápida na net, buscando fotos dos protagonistas desta estória. Como apenas encontrei uma foto do Augusto, precisamente da notícia do seu falecimento, vai a prosa assim, simples, que eles não haveriam de gostar que eu os separasse.

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Cronista Edmundo Gonçalves